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Habitus: um imperativo

Família, instituição fundamental no processo educativo.

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Habitus: um imperativo

11
Out21

Politicamente (in)correcto

Maria Azevedo

Não tinha pensado neste tema para já, mas um comentário à publicação anterior alertou-me para a dificuldade da maioria lidar com o politicamente (in)correcto.

O politicamente correcto é um constructo social, uma construção social, se preferirem, e exactamente por isso o que é politicamente correcto para a nossa sociedade não será para outras e vice-versa. O que é politicamente correcto para mim pode não ser para o senhor da rua ao lado... e por aí fora.

Sendo uma construção social, é uma corrente construída por acção humana colectiva que orienta o pensamento societário, mas atenção, não é imutável e não devemos deixar que seja limitadora do nosso pensamento individual.

Por que razão algumas pessoas têm tanta dificuldade em se desligar do politicamente correcto? Acredito que a causa seja a dificuldade em se assumirem. Nós temos de assumir o que pensamos e defendemos, nós temos de NOS assumir sem medo do que os outros pensam. O que os outros pensam só lhes pertence a eles. Um constructo não é mais que um conceito saído da mente de alguém e essa mente de alguém não é a nossa mente, não temos de pensar através de uma cabeça que não é a nossa.

Acredito que ao lerem a próxima frase me dirão que na realidade não somos livres, e têm razão, mas no que concerne à comparação da liberdade que tínhamos há 50 anos, somos hoje seres muito mais livres, contudo continuamos a limitar-nos. Tantos anos se lutou por liberdade e hoje parece que ainda não a queremos. Confuso.

O segredo é acreditarmos no que defendemos. Acreditarmos e fundamentarmos, termos pensamento crítico (que não é o mesmo que criticar). Não podemos ter medo de dizer NÃO, de negar conceitos que não nos fazem sentido... devemos sim ter medo de permitir que nos formatem. O cérebro é maravilhoso, usá-lo é bom.

Precisamos urgentemente de um novo Iluminismo, que nos capacite de consciência social, não apenas reflexiva, não apenas de constructo, mas de acção, capaz de gerar mudança social efectiva que nos tire deste “futilismo inutilismo”.

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